A PRIMEIRA MULHER DO MUNDO ERA DO METAL

Originalmente postado em 07/11/2008

Sabia que existiu uma mulher antes de Eva? Sem contar o próprio Deus (a) que era macho e fêmea. Uma mulher mesmo.

Só que não se fala muito nela porque Adão ficou tão chateado quando foi abandonado que todo mundo prefere ignorar a existência de Lilith. Além disso ela causou problemas demais na pequena sociedade da época – sociedade que mesmo formada por apenas duas pessoas, foi tão forte que serve de exemplo até hoje –  e foi limada da história oficial.

A criação de Adão por Michelangelo

Depois que criou o bofe, bem bonitinho por sinal, Deus (a) se deslumbrou com a obra de tal forma que arranjou um pouco mais de energia e criou a primeira fêmea. Recolheu os restos de barro, pó, lama e água de onde esculpiu Adão e falou: “Filhão, segura a onda aí que eu vou providenciar uma mina pra você”. Era um dia inspirado e Deus (a) mandou ver: do meio da sujeira surgiu Lilith.

Sem celulilith

Reparem como Lilith é gostosona. E além de gata e gostosa ela ouvia death metal, sons obscuros e barulhentos, usava meia arrastão e mostrava o dedo do meio para o marido porque não queria se submeter a ele.

Um dia, depois de uma longa DR, Lilith se mandou. Falou: “tô fora! Você me irrita, esse Éden é cafona, eu vou ouvir Korzuz com o Diabo!”. E vazou. Foi para o inferno mesmo. Casou com o Demo e passou a se divertir chupando o sangue de criancinhas pelo resto da eternidade.

Enquanto isso, no paraíso, Adão, deprimido, implorava ao Pai (Mãe) por uma nova mulher. De sua costela surgiu Eva, uma moça bem mais patricinha do interior, jacu mesmo, porém obediente, sensível, meiga e submissa. Eles viveram felizes para sempre naquele tédio até ela desobedecer e comer a maçã.

Eis que surgiu dona Eva

Todas nós temos uma Lilith e uma Eva dentro da gente. São arquétipos femininos que se manifestam alternadamente. Se você for homem e estiver lendo, saiba que a sua namorada, sua irmã e sua mãe também têm. Na TPM, Lilith toma conta. Depois troca.

O grande segredo, dizem os amantes do equilíbrio, é conseguir equalizar as forças. Existem outros arquétipos femininos como Afrodite, Deméter, Perséfone, Hera, que também se manifestam. Cada uma traz um tipo de influência diferente e algumas só aparecem em fases específicas da vida da mulher. A idéia é ficar no centro, não se identificar totalmente com nenhuma, mas incorporar as influências positivas de cada uma delas.

Ah, tem um livro bem legal sobre isso:

A Deusa Interior – Um guia sobre os eternos mitos femininos que moldam nossas vidas

Jennifer Barker Woolger e Roger J. Woolger